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Pr Jonas Neto - Cristo Vive - NI

27 de agosto de 2009

Neemias, um exemplo a ser seguido

Introdução:Livro de Neemias

NEEMIAS. (Heb."Yahweh [o Senhor] tem compaixão"). Antigamente, em Isra­el. os pais colocavam este nome nos fi­lhos, para louvar ao Senhor por sua mise­ricórdia em suas vidas. Três personagens no Antigo Testamento tiveram esse nome.

1. A referência mais antiga sobre Neernias identifica um homem que retomou do exílio na Babilônia com Sesbazar (Ed 2.2; Ne 7.7).

2. Neemias, filho de Azbuque, foi maioral da metade do distrito de Bete-Zur e colaborou na reconstrução dos muros de Jerusalém.

3. O mais importante dos Neemias na Bíblia foi o governador de Judá após o exílio na Babilônia. Era filho de Hacalias ,Ne 1.1) e irmão de Hanani (Ne 1.2; 7.2), e foi nomeado governador em Jerusalém.

O próprio Neemias ocupou posições elevadas durante o reinado do imperador persa Artaxerxes (464 a 424 a.C.). Era , chamado de "copeiro do rei" (1.11), car­I go de confiança que envolvia a tarefa de provar o vinho antes do rei beber, para garantir o seu não-envenenamento. Ge­ralmente os copeiros eram eunucos, em­bora não se tenha certeza se este era o caso de Neemias. De qualquer maneira, estava numa posição suficientemente próxima do rei, o que lhe garantia falar livremente com ele quando precisava (2.1-10). Como resultado de seu relacio­namento com Artaxerxes, Neemias tornou-se o instrumento em prol da recons­trução dos muros de Jerusalém e da re­forma civil, no período pós-exílico.

O programa de reconstrução. O traba­lho de Neemias em Jerusalém começou logo após seu irmão Hanani visitá-lo na fortaleza de Susã. O homem de Deus per­guntou sobre as condições dos judeus que retornaram; soube então que as pessoas estavam com problemas e os muros da ci­dade encontravam-se em ruína. Depois de orar e jejuar, aproximou-se do rei e pediu permissão para reconstruir a muralha de Jerusalém. A permissão foi concedida e Neemias viajou com os decretos reais que autorizavam a obra (Ne 1.1 a 2.10).

Neemias enfrentou muita oposição no trabalho de reconstrução dos muros de Jerusalém. A resistência surgiu das na­ções vizinhas, de dentro da própria co­munidade judaica e novamente dos po­vos que viviam ao redor. Primeiro foram os governadores das províncias adjacen­tes que causaram problemas a Neemias. Sambalate, governador de Samaria, e Tobias, de Amom, zombaram do homem de Deus e de seus trabalhadores. Também levantaram a acusação politicamente gra­ve de que Neemias se rebelara contra Artaxerxes (Ne 2.10,19,20). O servo do Senhor resistiu aos esforços deles para desanimá-lo por meio da oração e do tra­balho cada vez mais árduo (4.4-6). De­pois que os ataques verbais falharam, Sambalate e Tobias planejaram utilizar a força (4.8). Mesmo assim, Neemias orou e preparou seus trabalhadores para se de­fender.

A segunda onda de resistência veio de dentro da comunidade judaica. Mui­tas pessoas reclamaram que eram maltra­tadas pelos ricos. A usura era um hábito muito difundido em Judá. Neemias aca­bou com essa prática (Ne 5.1-13) e de­monstrou grande generosidade para com os pobres. Conseguiu o favor do povo e a reconstrução continuou (vv. 14-19).

Mais uma oposição à reconstrução veio novamente por parte de Sambalate.

Ele, Gesém, o árabe, e outros inimigos tentaram enganar Neemias e tirá-lo de Jerusalém (Ne 6.2), mas este se recusou a ir. Gesém então o acusou de traição (v. 6), mas Neemias resistiu a tal acusação (v. 8). O livro menciona também Noadias e outros profetas que tentaram intimidar Neemias, o qual, entretanto, superou to­das as suas tentativas (v. 14). Como re­sultado da persistência, Neemias e seus trabalhadores terminaram a obra (Ne 6.15 a 7.3). Jerusalém estava novamente segu­ra contra os inimigos.

A devoção de Neemias à obra de re­construção dos muros de Jerusalém permanece como um exemplo para os crentes de todas as épocas. Ele conseguiu unir de maneira consistente oração dili­gente e trabalho duro. Totalmente cons­ciente de suas limitações diante da obra grandiosa, Neemias voltou-se repetida­mente ao Senhor e pediu ajuda. Consci­ente também de sua responsabilidade humana, implementou um programa prá­tico que culminou com a finalização do projeto.

As reformas. Neemias não se preocupou apenas com a reconstrução dos muros de Jerusalém; devotou-se também às refor­mas religiosas de Judá. Com a assistên­cia do escriba Esdras, renovou o compro­misso da comunidade pós-exílica para com o Senhor.

As reformas aconteceram em várias áreas:

        1. Neemias nomeou oficiais para li­derar o povo;

        2. Providenciou para que to­dos fossem ensinados na Lei de Moisés.

        3. Supervisionou a leitura da Palavra de Deus durante a Festa dos Tabernáculos, quando o povo prometeu não se envol­ver mais com casamentos mistos, guar­dar o sábado e apoiar os serviços do Tem­plo (Ne 8 a 10).

Em 433 a.C., Neemias retomou à Pérsia, onde permaneceu por um ano (Ne 13.6). Ao regressar a Jerusalém, descobriu que Tobias, seu antigo adversário amonita, alcançara o favor do sumo sa­cerdote Eliasibe e morava no Templo.

Neemias o expulsou da província. Além disso, foi informado de que muitos judeus tinham-se casado novamente com mulhe­res estrangeiras, com o intuito de prepa­rar o cenário para a apostasia (vv. 23 a 27). Em resposta, N eemias repreendeu severamente os infratores (vv. 4-7).

Em todas essas reformas Neemias mostrou ser muito mais do que um polí­tico competente. Reconhecia que a con­formidade externa com as leis de Deus não era suficiente. A reconstrução dos muros de Jerusalém precisava ser acom­panhada por uma reforma no estilo de vida. Desta maneira, ele lembra a todos que a verdadeira devoção ao Senhor atin­ge não apenas o exterior, mas principal­mente o coração de seu povo.


Pr Jonas Neto

contato@prjonasneto.com



1 comentários:

cleide gomes disse...

Muito bom esse estudo benção pura

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